Merry Christmas & Happy New Year

22.12.16
Estou aqui a apagar a escrever a apagar e escrever, mas não me saí nada de especial, fofinho, brilhante para deixar registado. Se gosto do Natal, sim gosto. Já gostei muito, na altura das barbies e do hipopótamo que comia bolas, da altura que que tinha o meu pai a dizer vá despacha-te a abrir isso ;) de quando íamos ao norte comer pencas e farrapo velho. Depois gostei menos, na altura que cada um começou a ir para o sua nova família, da altura que nunca sabia até um dia antes onde íamos estar juntos à mesa, das prendas de roupa cara. Agora volto a gostar, gosto de ter todos (quase) na minha mesa de Natal, pensar nos doces e bacalhau, dias antes a preparar, fazer, embrulhar presentes a pensar em cada um. Gosto de voltar a ter crianças a espreitar os presentes, a fazer choradinho para abrir, e fazer birra para não comer pencas. Hoje não é um Natal com a fartura de outros tempos, mas tenho certeza que vai ser um Natal de muita brincadeira, confusão da boa e partilha de amor, por isso voltamos aos tempo da fartura, fartura da melhor que há, fartura de gente. Fica a saudade do pai e avó a resmungar do bacalhau e do tempo que demoramos a abrir os presentes. 

Quanto a 2017, olha que venha que estamos aqui! oh oh oh 

Que sejam felizes sempre!

Assim até dia 24 Dezembro

19.12.16
A nossa Árvore de Natal mantêm-se assim até dia 24 Dezembro, assim sem presentes por baixo. Porque aqui levamos muito a sério esta coisa do Pai Natal. Deixámos um copo de leite e bolachas para o Pai Natal comer quando vier a nossa casa. A nossa história é adaptada, até porque não temos chaminé, o  Pai Natal tem a chave de todas as casas :) E depois também deixa alguns presentes em casa das avós e tias que trazem elas mesmos os presentes :) E os brinquedos que existem nos supermercados é para os papás comprarem porque o Pai Natal não consegue fazer tudo sozinho :) 
Não fazemos questão de manter a história, mas o Gui assim quer e até ele acreditar nós somos cúmplices desta imaginação e fantasia!  





(as minhas luzes!!)

E em vossa casa como é? Ainda existe o Pai Natal?

O comboio que está na árvore já só tem duas carruagens, e nem sei se chega ao Natal a funcionar.  Vi a ideia na minha alma gémea blogger e fui logo copiar, o habitual :) 

Biscoitos de Manteiga

15.12.16
Esta receita não é nada de especial, muito simples e todos já devem ter feito. Mas um pedido do Gui é sempre especial, passou a semana toda a pedir para fazer bolachas, até gosta mais de as fazer do que as comer. Domingo é dia de ter um cheirinho a bolos e doces cá em casa, e o domingo passado assim foi. O Gui teve ajuda da amiga Bia, o Edu dormia a sesta para bem deles.  Cada um à vez colocava um ingrediente e depois amassaram, fizeram bolas com as mãos, achataram e colocaram as petitas, a parte mais divertida. No final já sabemos, farinha por todo lado e eles cheios de massa. Mas aquele cheiro bom de domingo compensa. São estas memórias que quero que guardem para sempre no coração. 


Biscoitos de Manteiga

Ingredientes:
250 g farinha
125 g manteiga sem sal
125 g açúcar
1 ovo
1/2 colher de café de fermento em pó

Preparação:
1.º Coloca-se o açúcar e a manteiga numa tigela e bate-se com a batedeira. Acrescenta-se o ovo até obter um creme fofo. Junta-se a farinha e o fermento de uma só vez e mexer até formar uma massa consistente.
2º Fazer bolas pequenas com as mãos e achatar um bocadinho
3º Decorar com petitas de chocolate ou de açúcar (estrelinhas, bolinhas…)
Cozer as bolachas num forno pré-aquecido à temperatura de 220ºC. Deixar arrefecer e comer uma de cada vez!

A receita original é de bolachas de manteiga, mas eles preferiram fazer bolinhas e achatar, por isso ficaram a parecer mais biscoitos do que bolachas.  Para quantidade maior, redobrar a receita.





Be Happy

Dos dias bons

7.12.16

















Há fins de semana tão grandes, tão cheios, tão animados que só pedimos que não acabem. Passamos de quatro a cinco. Prometi uma noite especial para eles, e assim foi, cama no chão, luzinhas, e muitas histórias. Antes saltaram para a banheira como se fossem as piscinas municipais. Estavam tão cansados ou tão excitados com a ideia de dormir no chão que em segundos saltaram para a cama, li e li e adormeceram. Manhã cheia na mesa, e em palhaçadas. Sem medo do vento e do frio, fomos à cidade ver o Pai Natal, ainda não apareceu está ocupado a fazer prendas. Mas tivemos oportunidade de ver legos, luzes e passear ao vento. Momento alto volta de comboio. Se ela é brincalhona, ele mais velho é sereno, o baby é o traquina em pessoa, este sorriso malandro é mesmo isso, não engana. Final do dia, ainda tempo para construções, um carro que ele tanto pedia. Ufa que fim de semana, cheio em tudo.

Chupeta, um pau de dois bicos

30.11.16
Na última consulta de pediatria do Edu, a pediatra chamou-nos à atenção para a forma como o Edu tem posição dos dentes e arcada dentária, está a ficar deformada possivelmente pelo uso da chupeta, aconselhou o uso apenas para dormir. Já sabemos das desvantagens de usar chupeta até tarde idade, por isso temos que começar a retirar a chupeta durante o dia. Verdade é que o Edu anda super viciado, grita pela chupeta, já sabe os sítios onde por norma estão arrumadas, e realmente só acalma com chupeta na boca. Então começamos devagarinho a "esquecer" a chupeta, as birras mantêm-se, mas tentamos distrai-lo com alguma coisa e acaba por passar. Não vai ser fácil, mas neste caso é extramente necessário, não queremos que venha a ter problemas maiores. Reconfortamos com mais uma dose de carinho, festinhas e brincadeiras. Na hora de dormir a chupeta está à espera dele na cama. 

E para piorar a situação, e realmente foi o que nos levou a tomar esta atitude, o Edu agora tem o vicio de mamar na chupeta de uma forma estranha, mete a parte de baixo dentro do lábio. Nunca vi nada assim. Os vossos bebés fazem isto?! 


O Gui usou chupeta até aos três anos e pouco, segunda as recomendações é muito tempo. No entanto, a retirada da chuepta foi super tranquila, dissemos um dia que íamos guardar na gaveta, ela arrumou e ali ficou para sempre, sem birras, sem choros, traumas...
Segundo alguns autores:
Algumas desvantagens do uso da chupeta:
Má oclusão dentária e problemas na arcada.
Efeitos adversos sobre a dentição (mais evidentes se as crianças usarem chupeta até aos 2 anos de idade e ainda mais preocupantes se ultrapassarem os 4 anos).
Aumento de incidência de otite média aguda e outras infeções.
Restrição sobre a prevalência e duração do aleitamento materno.

Algumas vantagens do uso da chupeta:
Efeito analgésico.
Menor permanência hospitalar para recém-nascidos prematuros.
Redução do risco de morte súbita no lactente.

O seu uso pode ser recomendado no alívio da dor em recém-nascidos e lactentes que tiveram complicações no pós-parto e em procedimentos invasivos e dolorosos, isto porque o processo de sucção, provoca prazer, exercendo um efeito inibitório sobre os mecanismos fisiológicos da dor.

Dica da semana #14

18.11.16
Não gosto mesmo nada de chegar a casa e ficar calçada. E o mesmo com os Littles. Já o Pai, tenho que andar a traz dele a dizer vai calçar os chinelos. O Gui calça uma pantufas ou meias grossas anti derrapantes, porque se forem chinelos anda sempre a perde-los e acaba a maior parte do tempo descalço, no Verão sem mal, mas no Inverno prefiro que ande com os pés quentinhos. O Edu, que está um terror, não pode andar descalço ou com meias porque que acaba sempre com a cabeça no chão, escorrega e bate com os dedos nas portas, tadinho.
Então a solução para ele foram as Atipas, já vai no segundo par e a precisar já de outro, de tanto uso que têm. São super fáceis de calçar, confortáveis, anti derrapantes, flexíveis e anatómicas! Perfeito! 
Compramos na loja mais cool de Leiria a Bebés da Praça, também fazem envios para casa.




 Tem muitas cores, mais tradicionais rosa e azul, ou as mais arrojadas.


Será medo?

11.11.16
Passou mais uma semana, mais uma sexta feira e pelo menos 16h deste dia. E estou eu aqui no mesmo sitio, com a mesma vida e com todas as minhas mil ideias na cabeça. E estou pelo menos à 20m a pensar se escrevo este post  ou pelo menos como. Porque não quero parecer ingrata pela vida que tenho, passar uma ideia errada por não ir conseguir escrever o que sinto. Mas aqui vai.
É inevitável não olharmos para a vida dos outros, gente comum, menos comum, gente nada comum. Faz parte da nossa essência humana olhar para os outros. Vejo gente muito bem sucedida, quer dizer vejo o que me deixam ver porque acredito que não sei nem metade da verdade, mas pronto vou basear-me no que vejo....Vejo gente que deixou empregos e lutou, dizem muito, para serem empresárias. Deixaram um trabalho das 9h às 18h para serem empresárias, mães a tempo, companheiras, sócias e sei lá mais o quê. Diz que arriscaram o certo pelo incerto, um ordenado pela possibilidade de vir a receber algum. Vejo gente que canta aos sete ventos como é difícil ser empresária, mas que compensa tudo. Vão para a cama de coração cheio por terem arriscado, por passarem mais tempo com os filhos. Por estarem a fazer o que gostam, não apenas a trabalhar. Vejo isto tudo e penso, mas que merda! Mas só eu é que não consigo? Só eu é que não tenho a coragem? Só eu é que tenho as ideias fechadas numa gaveta desta cabeça? Passo horas a pensar nelas, como fazer, um dia quero isto, outro dia penso que aquilo é que me faria feliz. Adorava um trabalho mais humano, mais criativo, mais aquilo que vejo. E sim já passei algumas das ideias da cabeça para o papel, mas ali também ficaram. Tenho as minhas desculpa, as que arranjo para achar que não é culpa minha. Desculpa do dinheiro, desculpa de ter duas bocas para alimentar, desculpa de ter um empréstimo à habitação e outras quantas despesas fixas. A desculpa que não tenho quem me ajude, que me dê apoio, alguém que me empurre. Fico agarrada a estes pensamentos, dias frustrados, eu frustrada, eu de mau humor quando acabo de pensar nisto. Depois balanço com o meu trabalho, que gosto que me dá o dinheiro para pôr literalmente a comida na mesa, que nos dá um tecto. O meu trabalho das 9h às 18h. Mas quero mais, e este blog é um bocadinho desse mais, mas depois quero mais, e depois vejo que não consigo mais. É medo? É a realidade? Penso, Ana sê feliz com o que tens, porque sim tenho muito, tenho tudo. Mas queremos ser mais, queremos deixar uma marca na vida, no mundo, na nossa comunidade, na nossa família. Bem sei que a maior herança que posso deixar aos meus filhos é a educação que lhe dou, mas gostava de lhe deixar mais, porque ser um mãe capaz de correr pelo sonhos, é educação! E hoje sinto-me parada, muito parada. Não é isso que lhes quero ensinar.  Bom mas já me perdi....falava do que via, sem bem que não é a maioria, mas muitas vezes tenho a sensação que esta mães empreendedoras, as que dizem que arriscam, parece-me a mim que se caírem têm uma boa cama. Não as culpo por isso, quem me dera a mim, e não não é inveja (um bocadinho). É só farta de gente que faz parecer muito fácil, mas dizem ser muito arriscado, mas na verdade é só mais um dia para elas, porque no final os filhos têm comida, casa e roupa lavada. Também têm valor, porque podiam nem se quer ter o trabalho de pensar e fazer. Mas posso estar muito enganada e ser só mais um desculpa para a minha falta de coragem. Mas por favor não atirem areia para os olhos das pessoas, pronto para os meus.
Hoje a Ana, a medricas, com conversa de mal amada e frustrada!! 

Ps. Procura-se sócia para partilhar sonhos eheheh dou preferência a ricas ehehhe 
Pss. Beijinhos minhas queridas mães trabalhadoras das 9h às 18h 
Psss E beijinhos às outras queridas mães que arriscam verdadeiramente todo os dias